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Para que serve o óleo no motor do meu carro?

O óleo é essencial para um bom funcionamento do motor e desempenha múltiplas funções: Diminui o atrito entre as partes metálicas; Reduz o desgaste preservando a performance do motor; Mantém a vedação ao impedir as perdas de pressão;

Óleo do motor: o barato pode custar muito caro!

As oficinas nunca receberam tantos carros com motores fundidos. São problemas dos mais diversos tipos. Em todos, uma causa comum: o óleo virou uma graxa incapaz de lubrificar o motor, causando o travamento. Enfim, todos os motores estourados por falta de lubrificação. E o conserto pode chegar a custar a metade do valor do carro.

Óleo do motor: o barato pode custar muito caro!


Fonte: motoronline.com.br

As oficinas nunca receberam tantos carros com motores fundidos. São problemas dos mais diversos tipos. Em todos, uma causa comum: o óleo virou uma graxa incapaz de lubrificar o motor, causando o travamento. Enfim, todos os motores estourados por falta de lubrificação. E o conserto pode chegar a custar a metade do valor do carro.

O problema principal é que os proprietários de veículos tentam economizar até no lubrificante e acabam deixando o carro com mais de 15 mil km sem troca ou substituem o óleo de forma incorreta. "Se passar do prazo de troca estipulado pela montadora, o óleo fica cada vez mais oxidado e começa a engrossar, com o acúmulo de partículas metálicas provenientes do desgaste interno de anéis, pistões, camisas, bronzinas, etc.", explicou João Maria Alves Ferreira que foi gerente de pós-venda de concessionária Mercedes-Benz.

O que muitos motoristas ainda não sabem é que a troca de óleo não é tão simples quanto se imagina. Ao completar o nível do lubrificante, deve-se considerar a marca, tipo e viscosidade. Ao adicionar óleo com aditivos diferentes do que já está no motor, ele se deteriora imediatamente. Misturar lubrificante sintético com mineral é ainda mais prejudicial para o motor. "Para mudar de marca ou tipo de óleo, é necessário esgotar todo o óleo velho, substituir o filtro e depois colocar o novo lubrificante", completou Ferreira.

Pistões e bronzinasGeralmente, em postos de gasolina, os frentistas não perguntam qual a marca e tipo do óleo que já existe no carro. Eles medem o nível e, se estiver baixo, completam com o óleo que possuem no estoque. É por isso que as montadoras aconselham os proprietários de veículos a trocar ou completar o óleo em concessionária autorizada: "para cada marca de carro recomenda-se um tipo de óleo. O tempo de troca também varia de modelo para modelo. Óleos especiais, como os utilizados pela Mercedes-Benz, geralmente só são encontrados nas concessionárias. Além disso, muitos frentistas costumam adicionar óleo no motor sem haver necessidade, ocorrendo um desperdício do lubrificante, que é expelido pelo escapamento".

Os óleos usados pelas concessionárias precisam ser trocados a cada 15 mil km. Como o motor exige 7 litros de lubrificante, o motorista pode se assustar em ter que gastar um valor mais significativo numa troca de óleo e acaba recorrendo a óleos de menor resistência, que podem ser encontrados em supermercados ou postos de combustível. Se o motorista aceitar trocar o lubrificante a cada 3 mil km rodados, esta atitude não é prejudicial.

CárterAcredita-se que o motivo principal dos problemas de contaminação do óleo, desgaste de peças e travamento dos motores é a falta de qualidade dos combustíveis. "Como se não bastasse a gasolina trazer álcool como aditivo numa proporção crescente nos últimos anos, alguns postos de gasolina estão acrescentando outras substâncias, como água e solventes para baratear o preço do derivado de petróleo - o que tem levado muitos carros guinchados às oficinas".

As substâncias adicionadas à gasolina fazem com que o combustível não queime corretamente e acabe se misturando com o óleo no motor, tirando o poder de lubrificação do produto. Além disso, em carros mais antigos (cujas peças não foram preparadas para resistir ao álcool e outras substâncias adicionadas a gasolina), ocorre a corrosão de componentes do motor. Já nos modelos atuais, a agressão do álcool é bem menor, pois eles estão sendo fabricados para resistir ao "coquetel oficial".

Porém, o que causa mais danos ao motor é a relação incorreta de ar e combustível. Como o combustível vegetal possui menos energia que a gasolina, o motor a álcool precisa de menos ar e mais combustível para trabalhar. Com uma grande proporção de álcool, o motor a gasolina trabalha pobre, ou seja, sobra ar e falta combustível.

Essa mistura provoca superaquecimento nas partes altas do motor - uma temperatura elevada que dificilmente passa para o óleo ou a água do sistema de refrigeração - fundindo em pouca quilometragem os pistões, anéis e válvulas e estourando o motor. Em muitos veículos importados - como é o caso dos modelos da Mercedes-Benz - a tecnologia faz o painel avisar que o carro tem que ir para a oficina, antes que se agrave a situação. Já em modelos nacionais, o processo ocorre imperceptivelmente, até que o carro não saia mais do lugar.

Borra de óleo

A SAE Brasil define a borra de óleo como sendo uma espécie de nata preta formada dentro do motor e que pode entupir os dutos por onde circula o lubrificante. No início ela gera perda de rendimento, por causa da maior dificuldade de as peças se movimentarem. Em casos extremos, pode até causar a quebra do propulsor.

Há situações que favorecem seu surgimento, como utilizar o óleo por período maior do que o indicado no manual do veículo ou fora da especificação. Motores de carros que ficam muito tempo sem uso ou rodam sempre em pequenos percursos e não atingem a temperatura ideal de funcionamento estão mais propensos ao problema.

Para preservar o motor:

  • Troque o óleo e o filtro no intervalo recomendado pelo fabricante do veículo;
  • Se for necessário completar o nível do lubrificante, use a mesma marca, tipo e viscosidade do que já está no motor;
  • Não misture lubrificantes diferentes quando completar o nível, nem aditivos extras (devem ser colocados junto com o óleo novo) e nunca adicione óleo mineral ao sintético (ou vice-versa);
  • Se o motor consome muito óleo, faça logo sua retífica;
  • Observe a vareta do óleo (sentindo a viscosidade com os dedos) ou retire a tampa de óleo: a "pasta" também se aloja ali;
  • Em caso de dúvida, troque o óleo. Fica bem mais barato que reformar o motor;
  • Desconfie do combustível muito barato. Abasteça seu carro em postos com combustível de qualidade comprovada;
  • Veículos que rodam pouco devem trocar o óleo pelo menos uma vez por ano.